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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Gravidez e a Fibromialgia (Minha experiência)

Olá!!!! Hoje, venho falar com vocês um pouquinho da minha experiência sobre a gravidez e a fibromialgia...
Sou mãe de duas meninas lindas!!!! (sou coruja mesmo!!! hahahaha) Maria Eduarda, de 7 anos e Sofia, de 2 anos... Na minha primeira gestação ainda não tinha desenvolvido a fibro, foi uma gravidez relativamente tranquila. Não trabalhava fora, tinha 27 para 28 anos... Só que durante essa gravidez perdi duas pessoas muito importantes na minha vida, meu tio (irmão do meu pai) e menos de um mês depois, minha avó (mãe do meu pai), mas a gestação seguiu tranquila.
Eu nunca fiz tratamento com medicamentos para fibro!!!!! No início (quando descobri a fibro) até comecei a tomar alguns medicamentos, mas estes, estavam me deixando “dopada” e eu tenho filha pequena... trabalho com crianças... então não poderia me dar o “luxo” de ficar dopada!!!! Resolvi optar por tratamentos alternativos (acupuntura, florais, fisioterapia...) e tive bons resultados e assim continuei...
Minha segunda gravidez, já havia desenvolvido a fibro, “ela” (a fibro) me acompanhava por uns 2 anos... Mas fiquei “tranquila”!!!! rsrsrsrsrsrsrs Agora eu já ia completar 33 anos, trabalhava todos os dias com crianças, havíamos acabado de comprar nosso tão sonhado e planejado apartamento (a prestação era alta!!!!) e tinha a Duda, com 5 anos!!!! Ou seja, minha vida era uma loucura, confesso q bateu um desespero, mas se Deus me abençoou com mais um bebê, tive fé q Ele ia nos ajudar!!!! Na primeira consulta de pré-natal conversei com minha médica sobre minha preocupação em ter alguma crise durante a gestação e ela me deixou muito tranquila... Disse que ela tinha outras pacientes portadoras da síndrome e a gravidez transcorreu tranquilamente e caso eu sentisse qualquer incomodo era para ligar pra ela, a qualquer hora!!!! (Acho muito importante que tenhamos médicos q passem segurança e confiança para nós) Segui com minha gravidez tranquilamente, nada diferente da primeira gestação (que não tinha fibro)!!!! Durante a gravidez toda, tive só uma crise!!!!! Mantive meu ritmo de trabalho, parei de trabalhar 15 dias antes da Sofia nascer... Isso porque minha médica me “obrigou”!!!! hahahahaha
Então, meninas que ainda não são mães ou querem ser novamente... Se vocês fazem uso de QUALQUER MEDICAMENTO, conversem com os médicos responsáveis, para que haja um desmame dessa medicação e perguntem quanto tempo depois o corpo está limpo das drogas para que vocês engravidem sem riscos para o bebê. Falo isso porque sei que muitas fazem uso de medicamentos fortíssimos para o controle da fibro e para o desenvolvimento do bebê intra-útero é muito prejudicial.
Se vocês têm um sonho... Corram atrás!!!! Eu digo... Vale muito a pena!!!! É muito bom ser mãe!!!! Dá trabalho, mas nada substitui!!!! Não consigo imaginar minha vida sem minhas meninas!!!!
Amigas... Comentem, deixem sugestões!!!! É muito bom ter vocês por aqui!!!!

                                                   Bjos!!!!

                                                            Carla Mãe Com Fibro 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

"CARTA AOS NOSSOS FAMILIARES E AMIGOS"

Carta aos amigos e familiares escrita por uma portadora de fibromialgia. Entenda um pouquinho mais sobre nós
"CARTA AOS NOSSOS FAMILIARES E AMIGOS"

Para os ajudarmos a compreender o que significa viver com Fibromialgia e/ou Síndrome de Fadiga Crônica...

  • Gostaríamos que soubesses que a pessoa que te é querida sofre de dores agudas que variam de dia para dia, ou de hora para hora, sem podermos prevê-lo. 
  • É por isso que, muitas vezes temos de cancelar, à última hora, aquilo que combinamos e gostaríamos que entendesses que isso é tão desagradável para ti como para nós.
  • Queremos que saibas, que também nós temos de aprender a aceitar o nosso corpo com as suas limitações e que isso não é fácil. Não há cura para estas doenças, mas tentamos aliviar os sintomas diariamente. Não pedimos para ter este padecimento.
  • Muitas vezes sentimo-nos confusos (as) e não podemos lidar com mais tensão do que a que já temos. Agradecemos que não acrescentes mais tensão ao nosso corpo.
  • Embora pareçamos bem, não nos sentimos bem. Temos aprendido a viver com uma dor constante na maior parte dos dias. Quando nos vês felizes, não significa necessariamente que estamos sem dor, significa simplesmente que estamos a lidar com ela. Algumas pessoas pensam que não é possível estarmos tão mal se parecemos bem. A dor não se vê. Estas são doenças crônicas “invisíveis” e não é fácil viver com elas.
  • Entende, por favor, que se não trabalhamos tanto como antes, isso não significa que sejamos preguiçosos (as). O cansaço e a dor são imprevisíveis e obrigam-nos a fazer alterações no nosso estilo de vida. Algo, que parece simples e fácil, pode não ser para nós e causar-nos muito cansaço e dor.
  • Às vezes ficamos deprimidos. Mas quem não se deprimiria com uma dor forte e constante? Sabe-se que a depressão tem a mesma frequência nestas doenças que em qualquer outra dor crônica. Não temos dor porque estamos deprimidos, mas ficamos deprimidos devido à dor e à incapacidade de fazer o que gostaríamos. Também nos sentimos mal quando não existe apoio e compreensão dos médicos, familiares e amigos. Por favor, dá o teu apoio e ajuda para minorar a minha dor.
  • Podemos dormir toda a noite mas não descansamos o suficiente porque temos um sono de má qualidade, o que aumenta a dor que sentimos.
  • Não nos é fácil permanecer na mesma posição por muito tempo, mesmo que estejamos sentados. Causa-nos dor e leva tempo a recuperar. Por isso, às vezes, não participamos em atividades que sabemos que nos iriam prejudicar, outras vezes, participamos, sabendo que temos de assumir as consequências.
  • Não estamos a perder o juízo mesmo que, às vezes, nos esqueçamos de coisas importantes ou fiquemos a meio do que estávamos a dizer ou nos esqueçamos do nome de alguém ou digamos uma palavra trocada. Estes são problemas cognitivos que fazem parte da doença, especialmente nos dias em que temos mais dor.
  • Parece estranho tanto para ti como para nós. Se nos rirmos juntos, ajudaremos a manter o nosso sentido de humor.
  • A maioria das pessoas que sofrem destas doenças conhecem-nas melhor do que os próprios médicos, pois fomos obrigados a educar-nos para entender o nosso corpo. Assim, se recusamos conselhos não é porque não apreciemos a ajuda das pessoas ou não queiramos melhorar, mas sim porque nos mantemos informados e tratamos o que nos vai sendo possível.
  • Sentimo-nos muito felizes quando temos um dia com pouca ou nenhuma dor, quando conseguimos dormir bem, quando conseguimos fazer algo que não temos conseguido, quando nos entendem.
  • Apreciamos sinceramente tudo o que tens feito e podes fazer por mim, incluindo o teu esforço para te informares e entenderes-me. As pequenas coisas significam muito para mim e necessito que me ajudes. Sê gentil e paciente. Lembra-te que dentro deste corpo dorido e cansado, estou eu. Estou a tentar aprender a viver cada dia com as minhas novas limitações e a manter a esperança de que amanhã será melhor. Ajuda-me a rir e a ver as coisas maravilhosas que Deus nos dá.


Obrigado por teres lido isto e por me dedicares o teu tempo. Talvez agora possas compreender-me melhor. Agradeço, de todo o coração, o teu interesse e apoio.


Fonte: Yoga e Fibromialgia